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Jogo patológico
Jogo patológico | |
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Especialidade | psiquiatria, psicologia clínica |
Classificação e recursos externos | |
CID-10 | F63.0 |
CID-9 | 312.31 |
CID-11 | 1041487064 |
OMIM | 606349 |
MedlinePlus | 001520 |
MeSH | D005715 |
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Jogo patológico ou ludomania, mais popularmente conhecido como "vício em jogar", se refere ao comportamento de persistir em jogar recorrentemente apesar de consequências negativas ou do desejo de parar. É mais prejudicial e conhecido entre jogos que envolvem dinheiro, mas qualquer jogo prazeroso pode se tornar viciante.
Classificação
Existe conflito entre especialistas em classificar como uma compulsão e obsessão, como a cleptomania, ou de uma adicção, como o alcoolismo. Compulsão significa incapacidade em controlar impulsos diante de um estímulo, obsessão significa pensar recorrentemente em algo mesmo não desejando e sabendo que não deve pensar nisso. Adicção se refere a uma dependência química e psicológica, que aumenta gradualmente com a estimulação dopaminérgica e gera crise de abstinência e fissura na ausência do estímulo.
Causa
Evidências científicas indicam que o jogo patológico é uma dependência semelhante à dependência química. Foi identificado em alguns jogadores patológicos um níveis de noradrenalina mais baixos que em jogadores normais, provavelmente por dessensibilização dos receptores de catecolamina. Noradrenalina e dopamina são secretados em resposta a eventos estressantes e excitantes, causando sensação de alívio e prazer diante de sucessos, mas jogadores patológicos precisam jogar cada vez mais, e com cada vez mais riscos, para obter o mesmo prazer que jogadores ocasionais. Esse mecanismo é muito semelhante ao de dependência química.
Falácia do jogador
Se uma moeda ideal foi jogada 3 vezes e nas 3 o resultado foi cara, qual a probabilidade do próximo resultado ser coroa? Apesar da chance continuar apenas como 50% é comum acreditar que a cada fracasso a chance de sucesso na próxima tentativa será maior. A análise de probabilidades de outra cara só será de 6,25% caso a pergunta fosse "Qual é a chance de obter 4 caras consecutivas?". Em cada tentativa individual a chance permanece sendo 50% independente dos resultados anteriores.
Diagnóstico
Para a OMS esse transtorno "consiste em episódios repetidos e frequentes de jogo que dominam a vida do sujeito em detrimento dos valores e dos compromissos sociais, profissionais, materiais e familiares".
Para o diagnóstico pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV) deve-se atender a cinco ou mais dentre os seguintes critérios:
- Preocupação frequente com jogo;
- Necessidade de aumentar os riscos ou apostas para alcançar a excitação desejada;
- Esforço repetido e sem sucesso de controlar, diminuir ou parar de jogar;
- Inquietude ou irritabilidade quando diminui ou pára de jogar;
- Ameaçar ou perder relacionamentos significativos, oportunidades de trabalho, educação ou carreira por causa do jogo;
- Jogo como forma de escapar de problemas ou para aliviar sentimentos desagradáveis;
- Mentir para familiares, terapeuta ou outros, a fim de esconder a extensão do envolvimento com jogo;
- Específicos de jogos de azar
- Depois de perder dinheiro no jogo, retorna frequentemente no dia seguinte para recuperar o dinheiro perdido;
- Contar com outros para prover dinheiro, no intuito de aliviar a situação financeira desesperadora por causa do jogo.
- Cometer atos ilegais como falsificação, fraude, roubo ou desfalque para financiar o jogo;
Comorbidades
É mais comum em quem também sofre com:
- Depressão maior;
- Transtorno bipolar;
- Alcoolismo;
- Transtornos de ansiedade e;
- Dependência de outras drogas.
Epidemiologia
Em São Paulo o número de viciados em jogos de azar que procuram tratamento tem crescido, são homens, tem grau de escolaridade elevado e jogam múltiplos jogos de azar simultaneamente. Geralmente há preferência por um jogo, sendo jogos de cartas, jogos eletrônicos e bingo os mais comuns.
Na população geral 4% possuem sérios problemas com jogos e 1,5% atendem aos critérios diagnósticos de jogador patológico.
Dentre viciados em jogos a maioria são homens (87,7%), com ensino médio ou nível superior (82,3%), empregados em regime integral (71,6%), casados (50,7%), média de idade 40 anos e renda mensal média por volta de US$ 3.500.
- Em O Jogador(1886), Dostoiévski relata as dificuldades de um jogador patológico para saldar suas dívidas contraídas em jogos.
- Em A grande família, Nené foi diagnosticada como viciada em jogos de azar com cartas.