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Aborto espontâneo

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Aborto espontâneo
Anembryonic gestation.jpg
Sinónimos Interrupção involuntária da gravidez
Especialidade Obstetrícia e ginecologia
Sintomas Hemorragia vaginal com ou sem dor
Complicações Tristeza, ansiedade, culpa
Início habitual Antes das 20 semanas de gestação
Causas Anomalias cromossómicas
Fatores de risco Gravidez em idade avançada, abortos anteriores, exposição ao fumo de tabaco, obesidade, diabetes, doenças autoimunes, consumo de álcool ou drogas
Método de diagnóstico Exame, gonadotrofina coriónica humana, ecografia
Condições semelhantes Gravidez ectópica, hemorragia de nidação
Prevenção Cuidados pré-natais
Tratamento Nenhum, misoprostol, aspiração a vácuo, apoio emocional
Frequência 10–50% das gravidezes
Classificação e recursos externos
CID-11 696502028
OMIM 614389
DiseasesDB 29
MedlinePlus 001488
MeSH D000022
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Aborto espontâneo ou interrupção involuntária da gravidez (IIG) é a morte natural do embrião ou feto antes de este ter a capacidade de sobreviver fora do útero. Algumas recomendações determinam um limite de 20 semanas de gestação, sendo a partir desse momento designado nado-morto. O sintoma mais comum de um aborto espontâneo é hemorragia vaginal com ou sem dor. É comum que a mulher sinta tristeza, ansiedade e culpa. O corpo pode expelir tecidos e material coagulado pelo canal vaginal. Quando a mulher tem sucessivos abortos espontâneos, está-se na presença de infertilidade.

Entre os fatores de risco para um aborto espontâneo estão a gravidez em idade avançada, ter antecedentes de aborto, a exposição ao fumo de tabaco, obesidade, diabetes, problemas de tiroide e consumo de drogas ou álcool. Cerca de 80% dos abortos espontâneos ocorrem durante as primeiras 12 semanas de gravidez, ou primeiro trimestre. Em cerca de metade dos casos, a causa subjacente envolve anomalias cromossómicas. O diagnóstico de um aborto espontâneo consiste geralmente num exame para verificar se o colo do útero se encontra aberto ou encerrado, análises ao sangue para avaliar os níveis de gonadotrofina coriónica humana e uma ecografia. Entre outras condições que podem manifestar sintomas semelhantes estão uma gravidez ectópica e hemorragia de nidação.

Em alguns casos a prevenção pode ser possível com cuidados pré-natais. Evitar drogas, álcool, doenças infecciosas e radiação pode prevenir o aborto espontâneo. Geralmente não é necessário tratamento específico durante os primeiros 7 a 14 dias. A maior parte dos abortos resolve-se por si mesmo sem intervenções adicionais. Em alguns casos pode ser necessária a administração de misoprostol ou uma aspiração a vácuo para remover o tecido restante. As mulheres com sangue Rh negativo podem necessitar de globulina imune do Rh. Os analgésicos podem ser benéficos. O apoio emocional pode ajudar a lidar com as emoções negativas.

O aborto espontâneo é a complicação mais comum do primeiro trimestre de gravidez. Entre mulheres grávidas, a taxa de aborto espontâneo é de 10–20%. A taxa entre todas as fecundações é de 30 a 50%. Em mulheres com menos de 35 anos o risco é de cerca de 10%, enquanto em mulheres com mais de 40 anos o risco é de 45%. O risco começa a aumentar por volta dos 30 anos de idade. Cerca de 5% das mulheres têm dois abortos espontâneos seguidos. Algumas orientações recomendar não usar o termo "aborto" em discussões com o paciente, de forma a diminuir a ansiedade.

Causas

  • Anomalias cromossômicas - as anomalias cromossômicas são as causas mais comuns de aborto no primeiro trimestre da gestação, geralmente com a morte do embrião antecedendo a sua expulsão. Respondem por cerca de 50% dos abortamentos espontâneos, subclínicos ou clinicamente reconhecidos. As trissomias são observadas em aproximadamente 70% das oportunidades, as monossomias do par sexual em 15 a 25% e as poliploidias em cerca de 5% dos abortamentos motivados por cromossomopatias. As anormalidades autossômicas estruturais, como as deleções, os reagrupamentos, as inversões e as translocações, também evoluem, na maior parte dos casos, para o aborto..
  • Etiologia mendeliana, poligênica e multifatorial - em 30 a 50% das perdas fetais no primeiro trimestre não são demonstradas anormalidades genéticas. A maior parte destes abortos estão relacionados a alterações estruturais secundárias e a anormalidades poligênicas. As anormalidades estruturais mais frequentes são as translocações (5% dos abortamentos habituais), inversões, deleções e as duplicações.
  • Infecções - diversas infecções são aceitas atualmente como etiologia do aborto. Os micro-organismos e situações clínicas frequentemente relacionados ao aborto espontâneo são: rubéola, varíola, malária, Salmonella typhi, Citomegalovírus, brucelose, toxoplasmose, Mycoplasma hominis, clamídia e Ureaplasma urealyticum. A infecção transplacentária sem dúvida pode ocorrer com qualquer destes micro-organismos e perdas fetais esporádicas podem ser causadas pelos mesmos, embora a comprovação histopatológica seja rara e o tratamento com antibióticos nem sempre seja efetivo.
  • Alterações anatômicas - neste grupo, os maiores responsáveis por interrupção precoce da gravidez são a incompetência istmocervical, os miomas, as malformações uterinas e as sinéquias uterinas (síndrome de Asherman).
  • Doenças endócrinas
  • Insuficiência lútea
  • Tireoidopatias
  • Diabetes
  • Mecanismos imunológicos
  • Drogas, agentes químicos e outros agentes ambientais

Bibliografia

MARKHAM, Úrsula - Aborto espontâneo. Editora Summus, 2004 ISBN 8571838224

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